Eu vim de lá – parte 1

By nenenetz

Algumas notas pontuais:

  1. Meu blog tava muito cabeça, tava precisando voltar a ser um blog, uma plataforma para falar o que acontece e não um livro virtual de crônicas.
  2. Fiquei realmente satisfeito em tocar no barzinho perto do banco hoje, talvez como um princípio de despedida da vida bancária (hummm, será que alguém leu isso). A recepção foi linda, todo mundo maravilhosamente animado e o meu cachê em forma de lanche com coca-cola, melhor impossível.
  3. Estou profundamente absorto (quase escrevo aborto, hum, polêmica) com a eficiência da minha relocação de horários/eliminação de ansiedade. Desde que eu joguei fora essa uruca da minha pobre vida, ela ficou menos pobre.
  4. O design voltou a fazer sentido na minha vida! Isso é motivo pra tudo se encadear e minha lua sair de Júpiter.
  5. Lembrando o carinho do pessoal do banco, eles são uma platéia milhões de vezes mais legal do que…. os estudantes da USP.

Agora sim, ao texto:

O Cazuza era do Rio, o Milton Nascimento é de Minas, o Chico Science é do Recife, o Calypso é de Belém do Pará, o Fagner é do Ceará, e eu sou de São Carlos.

Tenho um orgulho profundo da minha cidade com toda a sua peculiaridade pós-hippie, e apesar de não ser um sancarlense de raça (pô, meu, meu pai nasceu no carrão bixô), tem horas que eu solto aquele “é massa” ou “10 pras horas” e eu lembro queu sô de lá. Minha cidade é linda, assim como suas mulheres, o que em muito contrasta quando você vai para um lugar como Guarulhos.

Uma tradição peculiar em São Carlos é o rock ´n roll. É uma cidade muito viril e cabra macha nesse sentido, com bandas cujo som tem a homemzidade de um Steppenwolf com a textura do Barão Vermelho, com focos pós-progressivos.

Nesse contexto tem uma banda que, bem da verdade, nada tem a ver com a cena rock-sinuca da cidade, mas que em muito me deixou orgulhoso. O Dead Rocks é daquelas bandas que só toca em projeto especial do SESC, banda instrumental, surf rock a lá Dick Dale. Som com produção redonda, figurino também. Realmente, nada ver com São Carlos, imagina uma banda tocando com figurino no CAASO?

Mas eles foram bem longe. Mais precisamente, na Rede Globo! A segunda banda sancarlense a participar do programa do Jô, que até hoje talvez só tivesse levado o Dionísio Silva. Isso me emocionou bastante, e pra mim basta, eles já são meus heróis. Sorry, Tarja Preta.

E é injusto não mostrar os grandes expoentes do rock-macho-progressivo-sinuqueiro de São Carlos, nossas primeiras referências de bons músicos e que nunca estiveram reunidas em um blog!

Tarja Preta: o tarja… putz, a banda que mais tocou em barzinhos, longe da segunda, assim como os maiores hits: “Cidade do Rock”, “Cagibrina”(é assim que escreve?). A voz do Paulão a la Marcelo Nova e a batera do Brunão, o homem metrônomo (qualquer semelhança com Gil Brother é mera coincidência). A nostalgia hard rock é a cara de São Carlos, e por isso, ainda é a banda mais representativa (e a maior desavença da 54 Blues, puta, a gente queria acabar com o Tarja, mas eles nunca descobriram isso). Cidade do Rock pra vocês (queria um vídeo daquele cover clássico que a gente fez na festa junina da praça, aiaiai):

Blues the Ville: pâtz, a gente dividiu uma entrevista de rádio com eles, que foda. E os caras iam tocar com o JJ Jackson (que até aquele dia não sabia quem era, mas descobri que ele tocou com o Jimi Hendrix)!! E depois disso, Bourbon Street, House of Blues e… o Jô! São Carlos rules, diz ae! Lembrando a bacaneza dos caras, realmente inesquecível, e que o show deles com o Flávio Guimarães (o primeiro) foi bem legal, apesar de que blues é aquela coisa, enfim, uma expressão do povo negro sofredor do Sul da América e pans, mas… um pouco repetitivo não? Por isso que a nossa banda de blues tocava Stevie Wonder.

Rocha Sólida: vixe, esse tem milianos! É o pai do Tarja, tão e somente, assiste o vídeo que você vai entender.

Homem com asas: outro de milianos, woodstock never ends. Banda de covers totalmente excelente. Ouve ae.

Isso tem continuação, próximo capítulo: meus contemporâneos.

Uma resposta para “Eu vim de lá – parte 1”

  1. edu Disse:

    viadinho! depois que eu vi vc dfalando mal dos estudantes da usp, num li nada! vai ter troco! vou te cobrar de volta todos os lanches que te paguei! hahaha

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