“Oh, baby, suporte,
Foi apenas um corte,
A vida é bem mais
Perigosa que a morte
Suporte, oh baby, suporte”
(Barão Vermelho – Baby Suporte)
Como o Barão Vermelho viril é bem mais legal. O Frejat anda extremamente brochante.
Enfim, não vim falar disso. Penso no quanto da vida a gente dispersa, e no outro tanto que a gente sofre com o que não foi feito. O maior complexo do meu pequeno mundo é a tal da lista de tarefas que oprime os dias e a paz dos mesmos.
Aí é incrível ver a paz dos outros e o rumo que eles tomam, com suas vidas estruturadas e bem encaminhadas dentro das oportunidades de negócio. E os interesses que se cruzam entre coisas objetivas e o que o dinheiro pode comprar, e o desgastado amor entre casais de roupa social dentro do metrô, e os garotos jovens tendo que fazer cara de decididos para as conquistas empresariais.
Esse é o meu pesar. A lista de tarefas é muito mais penosa quando você se vê à beira desse calabouço. Mas desde que eu trabalhava na Arcoiris luminosos (17 anos, são carlos, banda, vestibular, por do sol na janela) adestrei o meu olhar: “mantenha os olhos lúcidos”. E é preciso suportar o peso da lucidez tanto quanto o da criação, com a promessa de não se martirizar pela quebra da normalização das pessoas. Da borracha que apaga a vida daquelas pessoas em livros de empreendedorismo. Das imensas teorias da burocracia que são renegados a aceitar.
O dispersar é o tempo que se gasta sem fazer o que se gostaria estar fazendo. E é isso o que acontece o tempo todo por aqui. Viver para o paulistano quer dizer ganhar dinheiro.
Se você lê isso, encontrou isso no Google, enfim, chegou até aqui, é porque esse texto queria te encontrar. Dê um chute no patrão, seja natural, dê risada, fale menos senhor e senhora, não use camisa marrom. É um apelo por uma vida menos ordinária.
Tags: arcoiris, barão vermelho, gabriel garbulho, ordinária, paulistano, vida
Setembro 2, 2008 às 10:45 pm
Cara!
Beleza teu blog, acho o Barão melhor sem o Frejat… Faz anos dei um chute no patrão e fui cuidar da minha horta, trabalho pela Internet, sem horário, sem cobrança, em casa… Quando li teu texto estava vestindo uma camisa marrom! A vida nos mostra, sempre, o lado ridículo de viver! E, acresentaria, aos teus conselhos, apenas que não se levem tão a sério, somos todos ridículos! Gostei também da história das bandas de São Carlos!
Voltarei!
Abraços…
Setembro 2, 2008 às 10:48 pm
ACRESCENTARIA (pelo Amor dos deuses)!!! Eu e a minha mania de não revisar…
Outubro 24, 2008 às 1:13 pm
abraço a causa!