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	<title>Gopouva Way of Life</title>
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	<description>O blog oficial de Gabriel Garbulho!</description>
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		<title>Gopouva Way of Life</title>
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		<title>Aqui é o meu país</title>
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		<pubDate>Sun, 23 Oct 2011 14:59:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nenenetz</dc:creator>
				<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[o balanço da estrada me acalma uma esteira de pensamentos sobrevoam a vegetação do vale do ribeira lembro de você falando besteira com um conhaque na mão tentando esconder seu charme pra não roubar meu coração assim fácil, sem desafio e esse coração que é uma lareira quis aquecer teu corpo no frio dessa nossa [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nenenetz.wordpress.com&amp;blog=384535&amp;post=100&amp;subd=nenenetz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>o balanço da estrada me acalma<br />
uma esteira de pensamentos<br />
sobrevoam a vegetação<br />
do vale do ribeira<br />
lembro de você falando besteira<br />
com um conhaque na mão<br />
tentando esconder seu charme<br />
pra não roubar meu coração<br />
assim fácil, sem desafio</p>
<p>e esse coração que é uma lareira<br />
quis aquecer teu corpo<br />
no frio dessa nossa estrada<br />
no fio da meada<br />
miúdos nas minúcias<br />
de um grande romance</p>
<p>subir no palco é sempre aquele lance<br />
de cantar pra viver<br />
viver pra você<br />
e sublimar<br />
nas notas, nos arroubos<br />
de um rockstar de periferia<br />
mergulhado na gente<br />
que doa seu pouco tempo de atenção<br />
entre o trabalho e o futebol<br />
entre utopias de um dia a dia<br />
extremamente real</p>
<p>estou ali, feito ficção<br />
descido de uma nave espacial<br />
vestido de subversão<br />
para falar de amor no final<br />
mas não seria o amor surreal<br />
como aqueles sobrados estreitos,<br />
corredores escuros<br />
o olhar das crianças nas poucas grades<br />
a casa de rua<br />
acasala com o mundo<br />
e a música gira,<br />
pira, pula,<br />
parte para outra aventura<br />
em outra parte desse tudo<br />
que é o povo</p>
<p>e nós vamos dançar de novo<br />
em outro sertão<br />
outrossim, outro não<br />
outrora em pirapora<br />
agora em assunção,<br />
enquanto chora o cuitelinho<br />
quando a terra cora<br />
toda hora é hora de ter mais hora<br />
para mais um refrão<br />
um grito de alerta contra a normose<br />
uma dúvida, um senão<br />
que vai te acompanhar<br />
até a sua quebrada<br />
vai consertar uma idéia errada<br />
construir, vai plantar<br />
vai crescer e sair por aí<br />
de short e chinelo,<br />
com bola rolando<br />
em campo de giz</p>
<p>esse coração que te ama<br />
rola por aí como a chama<br />
deste jogo brasileiro<br />
na alma deste rebordo,<br />
a bordo de um navio negreiro<br />
e eu cantando para o mundo inteiro<br />
como se ainda estivesse<br />
no chão de estrelas<br />
das casas acumuladas<br />
na ribanceira<br />
andando na bagaceira<br />
atravessando a noite<br />
as matas,<br />
os vales silenciosos<br />
que separam as periferias<br />
andando em sonoras trilhas<br />
de realidade exausta</p>
<p>amores austeros<br />
olhares calejados<br />
seja pela fome,<br />
ou pela aspereza<br />
de viver distante<br />
da cultura, do trabalho,<br />
ou do carinho classe média,<br />
com beijo quente de mamãe<br />
pela manhã<br />
acompanhado de uma<br />
carinhosa mesa de café<br />
lá só sobrou fé<br />
abafando o fel<br />
de viver às pencas<br />
se esfregando, se roçando,<br />
dividindo, agrupando<br />
sem limite entre<br />
eu e você<br />
a fé devora esta malemolência<br />
em troca de dignidade<br />
no meio do abandono<br />
da grande cidade<br />
o sonho de ser<br />
uma família de bem<br />
bemvinda em qualquer sala<br />
respeitada nas ocasiões<br />
calada em meio aos sermões<br />
dos pastores, empregadores<br />
governantes,<br />
apagar o passado retirante<br />
de qualquer caminho,<br />
qualquer direção,<br />
e todos dizem não.</p>
<p>É mais fácil dizer amém,<br />
mas eu quero ir além<br />
e amar<br />
manter os olhos lúcidos<br />
e me doar<br />
elucidar o enigma<br />
da dor de perdoar<br />
e, como sempre,<br />
cantar o que eu aprendo,<br />
fazer o povo dançar<br />
cada um no seu próprio tempo,<br />
tomando seu próprio tento,<br />
se deixando tentar.</p>
<p>Aqui é o meu país.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/nenenetz.wordpress.com/100/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/nenenetz.wordpress.com/100/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/nenenetz.wordpress.com/100/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/nenenetz.wordpress.com/100/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/nenenetz.wordpress.com/100/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/nenenetz.wordpress.com/100/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/nenenetz.wordpress.com/100/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/nenenetz.wordpress.com/100/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/nenenetz.wordpress.com/100/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/nenenetz.wordpress.com/100/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/nenenetz.wordpress.com/100/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/nenenetz.wordpress.com/100/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/nenenetz.wordpress.com/100/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/nenenetz.wordpress.com/100/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nenenetz.wordpress.com&amp;blog=384535&amp;post=100&amp;subd=nenenetz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>A Voz do Dono e o Dono da Voz</title>
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		<pubDate>Sun, 23 Oct 2011 14:56:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nenenetz</dc:creator>
				<category><![CDATA[reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje algo me formigou para escrever esse compêndio de momentos insólitos que criam um campo magnético de tangência com a fala do Lobão essa semana no pânico: o Brasil precisa de timbragem! E o mais incrível, este não é um texto sobre música&#8230; Cena 1 O velhinho chupa a gengiva em seu canto, na cadeira [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nenenetz.wordpress.com&amp;blog=384535&amp;post=96&amp;subd=nenenetz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje algo me formigou para escrever esse compêndio de momentos insólitos que criam um campo magnético de tangência com a fala do Lobão essa semana no pânico: o Brasil precisa de timbragem! E o mais incrível, este não é um texto sobre música&#8230;</p>
<p>Cena 1</p>
<p>O velhinho chupa a gengiva em seu canto, na cadeira de plástico, divino. Um quintal de cimento batido, parede azul cor de pelourinho e ali está, veja só você, o rock nacional. Primeiro me deparo com 2 andares de teclados, uma bateria velha e um baixista explicitamente crente (haja visto a camisa amarela, crente adora camisa cor de angústia).</p>
<p>O tecladista chega, mouro, lente de contato no olho, sandália de couro e dedos dos quais emergem uma quantidade de strings suficiente para toda uma geração de power points. (Strings? Aquele efeito de violinos digitais na caverna). Esse creme de brullé da tecladoria mundial está devidamente defumado ao sabor de infinitas linguiças na grelha, que assitem também à chegada do violonista já mais com cara de músico profissional, sabe como é? Panca, brothers. Panca, e uma leve pança que pesou em cima do Capital Inicial, executado com um constrangimento dividido com um semblante de leve derrota entre os músicos. &#8220;Tanto talento e eu vim parar aqui, do lado de um som de bateria tocado no teclado.&#8221; Justo, consciência. Como diria em uma música feita em tempos desacreditados, &#8220;se o dom não pode te salvar do fracasso, é bom então se preparar pro desejo e seus dentes de aço&#8221;. Desejo ébrio, por supuesto, enquanto toda aquela maré de filhos adolescentes discutem vídeos tolos da internet, mulheres velhas dançam com vestido da festa passada. A rua tem um buraco maior que muita piscina em que eu já entrei e são 3 da manhã e só sobrou Itaipava. E uma mina que tá pedindo pra tocar pagode.</p>
<p>Cena 2</p>
<p>&#8220;As melhores coisas do mundo&#8221;. Putz, eu abraçado na mulher que me ensinou um amor com liberdade e estrutura e na tela uma revisão da adolescência efervescendo na mão de Laís Bodanzki (sou fã incondicional dela). Impressionante como adolescer é um padecer mítico: a fase tão cobiçada pelo saudosismo é um mito de irreverência (a gente não era tão interessante assim), de felicidade (a gente não era feliz o tempo todo, e o pior, sabia disso), e de loucura. Loucura? Mano, olha o trânsito, tá cheio de gente louca e não tem um adolescente lá, nada. As melhores coisas do mundo são aquelas que te libertam e o meu amor me liberta de uma vida de assuntos restritos e pessoas burocráticas. Ela é incrível.</p>
<p>Cena 3</p>
<p>Incrível é como o banal intriga. Será um estado de espírito elevado? Tenho alguns primos que gostam de falar pouco, outros que são pouco comprometidos com a socialização, coisas de família grande. Às vezes desconfio que há um empenho para conquistar o Nirvana naquelas almas caladas. Naquelas almas que repudiam o string mas não tem coragem sequer de reclamar. Um olhar que não se define entre preguiça e falta do que descrever.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/nenenetz.wordpress.com/96/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/nenenetz.wordpress.com/96/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/nenenetz.wordpress.com/96/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/nenenetz.wordpress.com/96/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/nenenetz.wordpress.com/96/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/nenenetz.wordpress.com/96/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/nenenetz.wordpress.com/96/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/nenenetz.wordpress.com/96/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/nenenetz.wordpress.com/96/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/nenenetz.wordpress.com/96/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/nenenetz.wordpress.com/96/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/nenenetz.wordpress.com/96/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/nenenetz.wordpress.com/96/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/nenenetz.wordpress.com/96/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nenenetz.wordpress.com&amp;blog=384535&amp;post=96&amp;subd=nenenetz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Os Mimos &#8211; Capítulo 1</title>
		<link>http://nenenetz.wordpress.com/2011/01/30/os-mimos-capitulo-1/</link>
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		<pubDate>Sun, 30 Jan 2011 02:49:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nenenetz</dc:creator>
				<category><![CDATA[os mimos]]></category>

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		<description><![CDATA[Queridos, hoje resolvi trazer esse blog de volta pois nele está a marca das minhas reflexões e inspirações mais íntimas (haja visto o drama dos posts do ano passado!). Mas quero também trazer para vocês irem acompanhando, uma ficção. Falar da vida é legal, mas inventar é muito mais. Abaixo, o início de Os Mimos, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nenenetz.wordpress.com&amp;blog=384535&amp;post=88&amp;subd=nenenetz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Queridos, hoje resolvi trazer esse blog de volta pois nele está a marca das minhas reflexões e inspirações mais íntimas (haja visto o drama dos posts do ano passado!). Mas quero também trazer para vocês irem acompanhando, uma ficção. Falar da vida é legal, mas inventar é muito mais. Abaixo, o início de Os Mimos, narrativa em capítulos baseada em uma série de contos deste mesmo blog.</p>
<p>Preciso de comentários, portanto não se contenham! </p>
<p>Amor para todos,<br />
<strong>gabriel garbulho</strong></p>
<p>obs: capítulo publicado em 30/01 e revisado em 09/02.</p>
<p>- Essa música é mais que um abraço.<br />
2 horas da manhã, Miguelim de voz rala.<br />
- Detalhes, Miguelim? Roberto Carlos, vindo de você?<br />
- Você esperava o que neste bar, meu caro? Hermeto Paschoal? &#8211; e se ri no cinismo alcoólico – se você nunca reparou nesses detalhes, você nunca amou, amigo Carlos.<br />
- Porque todo poeta adora dar sermão sobre o amor? &#8211; Carlos enfezado na praia.<br />
- Sermão? Só tô dando um toque pra verdade, uai – e vira o final do copo de cerveja – o tempo que transforma todo amor em quase nada&#8230; mas nada também é mais um detalhe! </p>
<p>NADA TAMBÉM É MAIS UM DETALHE!</p>
<p>   Algo animou o humor ébrio de Miguelim. Foi um espasmo, um feeling. Uma atitude, ao modo dos bons criadores.</p>
<p>   O terraço a beira-mar na praia velha de Santos foi palco do início deste road movie que até agora só vivia na cabeça de Miguelim. A única pista que Carlos, seu companheiro de copo e naquele momento já um amigo de confissão, tinha era o gosto pela loucura com que Miguelim nutria seus textos internáuticos e a insistência de seu novo amigo em brindar a vida naquele lugar tão fora de propósito. Um bar meia boca na ilha Porchat. E aquele homem tocando um teclado com o timbre da angústia.<br />
- Está preparado para conhecer a mulher mais apaixonante da sua vida?<br />
- Miguelim, não se esqueça que eu sou um homem sozinho também! &#8211; sacana.<br />
- Você que trate de esquecer que é um homem sozinho! &#8211; e dá risada – e aquela lá?<br />
- Aquela qual?<br />
- Aquela lá da Rua Augusta!<br />
- Ah! Aquilo foi uma loucura. Ela é Zona Sul demais pra mim. &#8211; um pequeno silêncio – Uai, eu te contei isso?<br />
- Todo Carlos que trabalha na Paulista já teve um amor na Augusta, nem que tenha sido na grana mesmo – e ri ainda mais – Carlos, num deixa eu te botar no bolso senão eu enjoo!<br />
- Ah, adivinhar é fácil! Difícil é estar sempre lá.<br />
- Uuu, alguém tá se revelando poetinha né?<br />
- Tá achando que só você é quem cria é? &#8211; Carlos, maroto.<br />
- Crio nada não, eu só sei ouvir “Detalhes”, isso pelo visto, você ainda não aprendeu. Enfim, pega a chave do carro que eu tô sem condição moral! A gente vai pegar estrada já.<br />
- Ótimo, se eu puder dormir na sua casa, melhor ainda!<br />
- Casa&#8230; &#8211; faz uma pausa suspeita &#8211; São Paulo anda frio demais! Conheço alguém que recebe a gente com cama, comida, carinho e não precisa nem te pedir o RG e o CPF. Bora pra Minas.<br />
- Que? &#8211; Carlos se arregala.<br />
- É isso mesmo. Tenho uma grana guardada do último livro, preciso relembrar esses detalhes pra Cristal! Bora, bora!<br />
- Ó Miguilim, te admiro, beber com você me fez um bem danado, mas viajar pra outro estado de madrugada é muita brisa! Me deixa na praia que tá ótimo.<br />
Hmm, admiração? Eu preciso de um amigo, não de um fã. Vamo embora, eu te cubro essa semana sem trabalho.<br />
- Cobre como, homem?<br />
- Não desconfia de mim! Eu só quero abrir essa porta quando esse estado de São Paulo tiver para trás. Eu tenho estado São Paulo demais.<br />
- Não, você só tava bebendo com um vendedor falido na ilha Porchat.</p>
<p>   Um momento de angústia para Carlos: a vida desabando em São Paulo, um bom amigo com vontade própria como não se via há tempos, viver com poesia. E aí? Pra onde ir? Tarde demais, esse pensamento já os encontra na estrada.</p>
<p>   “É a estrada que passa por mim, ou eu que passo pela estrada? A velha perspectiva. E o Miguilim capotado.” Passa por uma parada de caminhões, fechada. “A estrada obriga a gente a ir&#8230; Será que já traçaram meu caminho?”, puxa um gole de água o inseguro Carlos. O insensato Carlos. Aquele que já disse um não com convicção. “Por que eu sou assim? Por que eu gastei tanto tempo pra perceber que a vida é grande e a estrada infinita? Olha, tô fazendo poesia! Vô falar pro Miguilim quando ele acordar.”</p>
<p>   O nascer do sol em Minas é lento e sempre sai de trás da igreja. Passavam Camanducaia quando Miguilim gritou.<br />
- CRISTAL!<br />
   Seus olhos não tinham expressão, ainda estava entregue ao transe.<br />
   Carlos sentiu o arrepio astral do seu novo amigo. Finalmente sentia ter reconhecido aquela amizade.<br />
   “Engraçado como o Miguilim já soa familiar.” Faziam 2 dias que tinham se conhecido e Carlos nem lembrava mais quais foram as primeiras palavras da parceria. “Engraçado também como ele não me faz sentir banal”, e o resto foram pensamentos que não interessam à nossa leitura.</p>
<p>- Miguilim, quer um café?<br />
- Hmmm&#8230; Hmmm&#8230; &#8211; ainda atordoado – o cheiro do pão de queijo, a música do Milton, hmmm, Minas!<br />
- Não tem pão de queijo e não tá tocando Milton.<br />
- Me deixa sonhar, porra!<br />
- Tá bom, eu vou lá comer uma coxinha.</p>
<p>  Uma parada com um cavalo de plástico e uma capela que falseava um sentimento colonial. Algo ali cheirava a cenografia.<br />
  Entrou na área da padaria, simples, daquelas em que se vê o padeiro por uma divisória de acrílico, onde vendem requeijões, queijos frescos. Ao ver os preços, a constatação de Carlos: eles cobram pela cenografia.<br />
  Uma senhora ao fundo comprava uma compota de doce de leite, o caminhoneiro olhava as revistas pornográficas em meio às de crochê e ponto-cruz. Puro folclore.</p>
<p>- Ó Miguilim, achei o tal do pão de queijo. E foi tão caro, que se você apertar ele toca Milton!</p>
<p>   Miguilim morde o pão de queijo e começa: “Ponhmmta demmm ammmreia, (mastiga) Pohnmmmtommm finalmmmm, bom esse Milton de queijo né?”.<br />
- Ainda bem que eu larguei toda aquela encenação que eu vendia.<br />
- Pô meu, mas você é um bom ator! &#8211; Miguilim ainda de boca cheia<br />
- Ah, sou! Eu e os outros 35 idiotas que acreditavam no mesmo branding!<br />
- Você é bom ator, só não pegou um bom script. Mas pelo menos esse filme ruim rendeu um pão de queijo que canta Milton Nascimento<br />
- E uma viagem maluca com o poetinha da cidade falida! &#8211; sagaz.<br />
- É isso mesmo, a gente foi embora, a cidade faliu! Aliás! Aliás! São Paulo faliu quando Cristal foi viajar! É isso, o Metrô quebrou de um dia pro outro, as pessoas pararam de rir, rolou até um apagão. Ela é o amuleto daquele lugar.<br />
- E você quer ir buscar o amuleto de volta, é isso?<br />
- Não – e fica sério, uma novidade – Não. Não quero sugar o suor dela de novo.<br />
- Sugar o suor? Parece que você tava assaltando.<br />
- Assaltei mais que isso. Assaltei a honra da cristal. Ela chorou sangue cristalino por mim.<br />
- É Miguilim, tô tentando decifrar o fato dentro da metáfora, mas tá difícil.<br />
- O acontecimento é desprezível perto do que ele representa pra quem viveu. Você tá sentindo o que o meu coração sentiu, e vai conhecer o que sentiu o coração dela em breve.</p>
<p>Silêncio. O poetinha cruzou o limite da própria ficção e se machucou. E Carlos voltou a pensar sobre a perspectiva da estrada.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p>São Paulo, 13 de dezembro de xxxx</p>
<p>Por que eu ainda formato cartas?</p>
<p>Cristal, o mimo que te dei foi pouco perto do desafio que é ser você todo dia. Talvez ainda seja eu demais para te viver. Preciso me libertar da pose de poesia suja, da pedância poética, da parede grafitada do apartamento, do vício em café gelado.<br />
Tudo para atingir a tua pureza, o teu encanto.<br />
O Natal me emociona pela primeira vez, talvez porque eu esteja só. Toda a burocracia comercial do paulistano nessa época sempre foi um sinal de falência, mas sem você tudo virou paixão. O olhar da criança no shopping, por mais vendido que seja, é paixão. O esforço do pai em colocar o filho no plágio elétrico de um tempo rural que é o carrossel, montado em um cavalo encravado num pole dancing, pra mim virou paixão.</p>
<p>Abandonei o cool e o crítico, sou todo carinho. E lembro das tuas mãos com frequência. Esses dias fui à um supermercado e a moça embalou um panetone (!) pra mim com tanto carinho que quando vi suas mãos, vi você. Quase não largo o panetone (minha mãe deu conta disso, do jeito dela!).</p>
<p>Falei demais de mim, mas só quero saber de você.<br />
Saudade, fico com as palavras.</p>
<p>Beijo,<br />
Miguilim</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p>Amanducaba, 28 de dezembro de xxxx</p>
<p>Miguilim,<br />
infelizmente não tenho mais nada pra te dizer.<br />
Fico feliz que tenha descoberto o amor, há sempre alguém querendo ser amado.</p>
<p>Boa Jornada,<br />
Cristiane (Cristal)</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/nenenetz.wordpress.com/88/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/nenenetz.wordpress.com/88/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/nenenetz.wordpress.com/88/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/nenenetz.wordpress.com/88/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/nenenetz.wordpress.com/88/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/nenenetz.wordpress.com/88/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/nenenetz.wordpress.com/88/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/nenenetz.wordpress.com/88/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/nenenetz.wordpress.com/88/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/nenenetz.wordpress.com/88/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/nenenetz.wordpress.com/88/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/nenenetz.wordpress.com/88/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/nenenetz.wordpress.com/88/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/nenenetz.wordpress.com/88/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nenenetz.wordpress.com&amp;blog=384535&amp;post=88&amp;subd=nenenetz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Luzídio</title>
		<link>http://nenenetz.wordpress.com/2010/08/09/luzidio/</link>
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		<pubDate>Mon, 09 Aug 2010 03:38:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nenenetz</dc:creator>
				<category><![CDATA[inspirações]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[armário]]></category>
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		<description><![CDATA[A língua entre os dentes, a tv sozinha. A lembrança de uma noite afora trafegando no presente, abraçado no passado, conhecendo o futuro a cada segundo. O tempo ainda está sob a minha custódia, mas não mais a culpa da vida que passa. Como é para vocês lembrar uma sensação? E pergunto ainda, lembrar como [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nenenetz.wordpress.com&amp;blog=384535&amp;post=85&amp;subd=nenenetz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A língua entre os dentes, a tv sozinha. A lembrança de uma noite afora trafegando no presente, abraçado no passado, conhecendo o futuro a cada segundo. O tempo ainda está sob a minha custódia, mas não mais a culpa da vida que passa.</p>
<p>Como é para vocês lembrar uma sensação? E pergunto ainda, lembrar como você sentia as coisas nos tempos que passaram? Sentir como se sentia. Isto é um paradoxo. E o tempo me olha como eu gosto: com humor.<br />
Parei de xavecar o tempo. Mas é interessante ve-lo olhando para mim sem face, só com sabores que colorem os momentos que se encabidam nos armários do pensar que abrem e fecham as portas de acordo com quem os acessa. Este acúmulo é parte das eternas reconstruções, do nosso instinto de fazer tudo novo de novo.</p>
<p>Todos cantando na sala da república. A gente invadindo a pista do répiauer da fau. Meu pai tocando violão com a gente em volta. O beijo na praça vazia. Fazer piada do povo de sobrenome. Fugir sozinho pra praia de Escort. Compor uma música que fala tudo o que eu não tinha coragem. Ver o Milton no palco. Passear na rua vazia, jogando conversa ao vento. Comer lanche no Trem Bão. Chorar no Toy Story 3. Saber da vida dos meus bisavós. Entrar no Parque do Piqueri e descobrir a própria origem. O carinho da minha mãe, o sorriso da minha irmã. Passear no parque do flamengo, segunda de manhã. Tirar sarro do pudor do Edu. Minha primeira poesia. O lanche natural da Tina. Cinema Paradiso. Sou máquina mas tenho coração. Desenvolva.</p>
<p>A mulher que eu amo escreveu hoje uma das coisas mais lindas para alguém que ela já não mais pode sentir: &#8220;agora, contudo, você é o amor que eu tenho por você.&#8221;</p>
<p>Ralhei comigo mesmo sobre a falta, sobre a omissão de gente que a gente quer aqui com a gente, mas essa frase consumiu qualquer coisa ruim que havia dentro de mim. </p>
<p>A gente é do tamanho do nosso amor.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/nenenetz.wordpress.com/85/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/nenenetz.wordpress.com/85/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/nenenetz.wordpress.com/85/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/nenenetz.wordpress.com/85/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/nenenetz.wordpress.com/85/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/nenenetz.wordpress.com/85/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/nenenetz.wordpress.com/85/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/nenenetz.wordpress.com/85/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/nenenetz.wordpress.com/85/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/nenenetz.wordpress.com/85/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/nenenetz.wordpress.com/85/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/nenenetz.wordpress.com/85/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/nenenetz.wordpress.com/85/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/nenenetz.wordpress.com/85/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nenenetz.wordpress.com&amp;blog=384535&amp;post=85&amp;subd=nenenetz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Domingo a noite</title>
		<link>http://nenenetz.wordpress.com/2010/05/16/domingo-a-noite/</link>
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		<pubDate>Sun, 16 May 2010 21:19:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nenenetz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[A confiança anda tão vaga que eu nem consigo escrever a palavra solidão. É difícil admitir, como se tivesse acontecido uma grave acidente de percurso e a vida tivesse enguiçado em um momento que não finaliza nem começa. O instante esquecível em que cá estava, enrolado no cobertor, com a tv ligada, esperando algo acontecer. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nenenetz.wordpress.com&amp;blog=384535&amp;post=83&amp;subd=nenenetz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A confiança anda tão vaga que eu nem consigo escrever a palavra solidão. É difícil admitir, como se tivesse acontecido uma grave acidente de percurso e a vida tivesse enguiçado em um momento que não finaliza nem começa. O instante esquecível em que cá estava, enrolado no cobertor, com a tv ligada, esperando algo acontecer. Ninguém liga, o grito é rouco, a geladeira murmura, o relógio trabalha.<br />
Estou vivendo este exílio forçado do mundo: há algo que ele quer me sublinhar com este momento. Ok, sempre há como se aprender com a situação, mas o telefone bem que podia tocar, não vou esconder essa ansiedade.<br />
E todos estão resolvendo seus intrínsecos problemas e o meu talvez seja cuidar do meu, fator do qual abstenho com pudor e sem moral, doente. Me escondo do problema e as pessoas se escondem de mim, simples assim.<br />
E quem comanda essa ciranda? Há algo encravado em mim tão profundamente que já faz parte. Um erro que se transfigura em linguagem. Espero que o meu violão me diga mais coisas que este texto em desespero.</p>
<p>E espero que eu possa dizer muito mais ois, e fugir dessa roda viva com toda minha face plena, vivendo o tempo em seu próprio acontecer. Vamos manter os olhos lúcidos!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/nenenetz.wordpress.com/83/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/nenenetz.wordpress.com/83/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/nenenetz.wordpress.com/83/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/nenenetz.wordpress.com/83/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/nenenetz.wordpress.com/83/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/nenenetz.wordpress.com/83/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/nenenetz.wordpress.com/83/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/nenenetz.wordpress.com/83/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/nenenetz.wordpress.com/83/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/nenenetz.wordpress.com/83/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/nenenetz.wordpress.com/83/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/nenenetz.wordpress.com/83/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/nenenetz.wordpress.com/83/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/nenenetz.wordpress.com/83/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nenenetz.wordpress.com&amp;blog=384535&amp;post=83&amp;subd=nenenetz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Gravidade</title>
		<link>http://nenenetz.wordpress.com/2010/04/06/gravidade/</link>
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		<pubDate>Tue, 06 Apr 2010 14:13:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nenenetz</dc:creator>
				<category><![CDATA[inspirações]]></category>
		<category><![CDATA[brazilian]]></category>
		<category><![CDATA[christmas poetry]]></category>
		<category><![CDATA[gravidade]]></category>
		<category><![CDATA[natal]]></category>
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		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[poetry]]></category>
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		<description><![CDATA[Post escrito no domingo de páscoa. Hoje não precisei criar novas frases, pois meu dia trafegou exatamente por onde os versos desse poema do Vinícius passaram. Obrigado a todos que me fazem feliz! Poema de Natal Vinicius de Moraes Para isso fomos feitos: Para lembrar e ser lembrados Para chorar e fazer chorar Para enterrar [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nenenetz.wordpress.com&amp;blog=384535&amp;post=78&amp;subd=nenenetz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Post escrito no domingo de páscoa.</em></p>
<p>Hoje não precisei criar novas frases, pois meu dia trafegou exatamente por onde os versos desse poema do Vinícius passaram.</p>
<p>Obrigado a todos que me fazem feliz!</p>
<p><strong>Poema de Natal</strong><br />
<span style="font-family:Arial;font-size:small;"><strong>Vinicius de Moraes</strong></span></p>
<blockquote><p><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"> Para isso fomos feitos:<br />
Para lembrar e ser lembrados<br />
Para chorar e fazer chorar<br />
Para enterrar os nossos mortos —<br />
Por isso temos braços longos para os adeuses<br />
Mãos para colher o que foi dado<br />
Dedos para cavar a terra.<br />
Assim será nossa vida:<br />
Uma tarde sempre a esquecer<br />
Uma estrela a se apagar na treva<br />
Um caminho entre dois túmulos —<br />
Por isso precisamos velar<br />
Falar baixo, pisar leve, ver<br />
A noite dormir em silêncio.<br />
Não há muito o que dizer:<br />
Uma canção sobre um berço<br />
Um verso, talvez de amor<br />
Uma prece por quem se vai —<br />
Mas que essa hora não esqueça<br />
E por ela os nossos corações<br />
Se deixem, graves e simples.<br />
Pois para isso fomos feitos:<br />
Para a esperança no milagre<br />
Para a participação da poesia<br />
Para ver a face da morte —<br />
De repente nunca mais esperaremos&#8230;<br />
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas<br />
Nascemos, imensamente.</span></p></blockquote>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/nenenetz.wordpress.com/78/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/nenenetz.wordpress.com/78/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/nenenetz.wordpress.com/78/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/nenenetz.wordpress.com/78/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/nenenetz.wordpress.com/78/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/nenenetz.wordpress.com/78/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/nenenetz.wordpress.com/78/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/nenenetz.wordpress.com/78/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/nenenetz.wordpress.com/78/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/nenenetz.wordpress.com/78/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/nenenetz.wordpress.com/78/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/nenenetz.wordpress.com/78/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/nenenetz.wordpress.com/78/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/nenenetz.wordpress.com/78/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nenenetz.wordpress.com&amp;blog=384535&amp;post=78&amp;subd=nenenetz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>recado</title>
		<link>http://nenenetz.wordpress.com/2010/03/29/recado/</link>
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		<pubDate>Mon, 29 Mar 2010 03:17:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nenenetz</dc:creator>
				<category><![CDATA[reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[amizade]]></category>
		<category><![CDATA[estar]]></category>
		<category><![CDATA[feel]]></category>
		<category><![CDATA[gabriel garbulho]]></category>
		<category><![CDATA[humildade]]></category>
		<category><![CDATA[impavido]]></category>
		<category><![CDATA[nobreza]]></category>
		<category><![CDATA[sentir]]></category>

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		<description><![CDATA[Admiro a postura dos grandes homens, de serena impavidez. São homens humildes, claros, cortezes. Fazem as entradas e as saídas, se divertem e divertem os outros sem perder a nobreza, que remete um tempo de sensibilidade. Este tempo de sentir talvez seja um momento calado, desses períodos em que se matura a obra, para depois trazer [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nenenetz.wordpress.com&amp;blog=384535&amp;post=74&amp;subd=nenenetz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Admiro a postura dos grandes homens, de serena impavidez. São homens humildes, claros, cortezes. Fazem as entradas e as saídas, se divertem e divertem os outros sem perder a nobreza, que remete um tempo de sensibilidade.</p>
<p>Este tempo de sentir talvez seja um momento calado, desses períodos em que se matura a obra, para depois trazer ao outro essa ligeira paz. E essa grande obra é a própria vida.</p>
<p>Queria que as pessoas com quem convivo entendessem a grande diferença entre estar e permanecer, somente. Vou pedir ao Darumã!</p>
<p>No mais, continuo amando todos vocês (ainda que pouca gente ande ligando pra tomar uma cerveja gelada, mas, enfim!), na real.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/nenenetz.wordpress.com/74/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/nenenetz.wordpress.com/74/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/nenenetz.wordpress.com/74/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/nenenetz.wordpress.com/74/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/nenenetz.wordpress.com/74/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/nenenetz.wordpress.com/74/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/nenenetz.wordpress.com/74/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/nenenetz.wordpress.com/74/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/nenenetz.wordpress.com/74/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/nenenetz.wordpress.com/74/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/nenenetz.wordpress.com/74/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/nenenetz.wordpress.com/74/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/nenenetz.wordpress.com/74/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/nenenetz.wordpress.com/74/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nenenetz.wordpress.com&amp;blog=384535&amp;post=74&amp;subd=nenenetz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Nós que aqui estamos, por vós esperamos</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Mar 2010 23:09:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nenenetz</dc:creator>
				<category><![CDATA[reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
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		<description><![CDATA[Olha só, como se tira o nó do peito? Sei não. Mas quando não há razão, pelo menos ainda existe a expressão, e a porta ainda está aberta. Essa história de nó no peito começou com um ponto de cor, ou muitos deles. Uma foto digital: um mosaico de pontinhos criados por um chip, que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nenenetz.wordpress.com&amp;blog=384535&amp;post=67&amp;subd=nenenetz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olha só, como se tira o nó do peito? Sei não. Mas quando não há razão, pelo menos ainda existe a expressão, e a porta ainda está aberta.</p>
<p>Essa história de nó no peito começou com um ponto de cor, ou muitos deles. Uma foto digital: um mosaico de pontinhos criados por um chip, que dizem, se assemelha à visão do momento capturado. A foto conta uma história com suas bordas, suas camadas, o que entrou, o que ficou de fora. E aquele registro, tão acreditado pela raça humana carrega emoção em si?</p>
<p>Vi uma foto antiga da minha familia, com um ente que ja faleceu. A foto reproduzia fielmente a veemência com que a pessoa gesticulava (e havia muita emoção no seu gesto), suas ironias. Quase infantil, pensei que essa foto se escondeu de mim durante anos, porque ela (a pessoa) estava lá e não queria ser descoberta. E ao escavar essa raridade familiar, descobri que de fato estava. Mas por que?</p>
<p>A ação da foto pressupõe a interação e a relação entre as pessoas, ainda que você não conheça quem está la. O filho abraça a mãe que faz uma pose irreverente, enquanto todo mundo pede a voz (e se esquece que a foto é muda). Mesmo que não fossem mãe e filho (eu sei que são), a relação para quem olha é clara, e vale o que se vê.</p>
<p>Já me senti pai ou filho de muita gente em alguns dados momentos e na hora em que isso acontece, parece de fato a verdade. As fotos guardam estes personagens. E aquelas com ex-namoradas? Todo o amor daquele momento registrado e quando você olha anos mais tarde, pensa para onde foi o sentimento depois que acaba a relação.</p>
<p>Há um átomo que está ali, suscitando a energia daquele sentir em quem vê. Amores serão sempre amáveis, carinhos são sempre ternos, por mais que tenham ficado para trás. Portanto quando o fotógrafo diz que a foto rouba o seu espírito, não duvide: ela de fato tira um pedaço para distribuí-lo pela eternidade dos materiais&#8230;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/nenenetz.wordpress.com/67/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/nenenetz.wordpress.com/67/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/nenenetz.wordpress.com/67/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/nenenetz.wordpress.com/67/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/nenenetz.wordpress.com/67/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/nenenetz.wordpress.com/67/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/nenenetz.wordpress.com/67/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/nenenetz.wordpress.com/67/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/nenenetz.wordpress.com/67/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/nenenetz.wordpress.com/67/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/nenenetz.wordpress.com/67/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/nenenetz.wordpress.com/67/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/nenenetz.wordpress.com/67/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/nenenetz.wordpress.com/67/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nenenetz.wordpress.com&amp;blog=384535&amp;post=67&amp;subd=nenenetz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Carrossel</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Mar 2010 03:55:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nenenetz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[carrossel]]></category>
		<category><![CDATA[gabriel garbulho]]></category>
		<category><![CDATA[observacoes]]></category>

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		<description><![CDATA[Finalmente pintou um texto! Nada como viver&#8230;  A quem lê, este texto é o pavimento em que piso agora. Os amigos que foram conhecer o mundo. O meu amor, fisicamente distante, mas sempre presente. Os amigos que aqui permanecem, mas não aparecem. Os familiares que simplesmente obedecem as tradições. E outros que estão muito além [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nenenetz.wordpress.com&amp;blog=384535&amp;post=65&amp;subd=nenenetz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Finalmente pintou um texto! Nada como viver&#8230; </p>
<p><span style="font-family:Arial, sans-serif;">A quem lê, este texto é o pavimento em que piso agora.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial, sans-serif;">Os amigos que foram conhecer o mundo. O meu amor, fisicamente distante, mas sempre presente. Os amigos que aqui permanecem, mas não aparecem. Os familiares que simplesmente obedecem as tradições. E outros que estão muito além dos sermões, e vivem seus próprios valores, e estão ali sempre ternos, carinhosos. As pessoas que me fazem falta. As pessoas que tanto faz. Às outras tantas vidas passadas.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial, sans-serif;">Este é um eterno carrossel. Passam as paisagens e voltam e o mundo gira ao redor delas, as relações vão e voltam, mas nunca saem do lugar. </span></p>
<p><span style="font-family:Arial, sans-serif;">Tudo isso é tão fascinante quanto conflitante, e cada um vai carregando seus problemas, que sobem e descem da brincadeira. O cenário é iluminado, lisérgico, nostálgico.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial, sans-serif;">As luzes turvam nosso conhecimento, assim como os problemas, que nos fazem crer em tudo que pode ser incrível. Mas o mais incrível, creio eu, é crer em nada. Não são as luzes, nem as pinturas, as carruagens, os sorrisos, os problemas, os olhos.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial, sans-serif;">O nada te preenche e de repente não há mais fascínio. Há só um homem só, no tablado vazio, sem script, sem personagem. Algo integral e íntegro, vivendo o que a história conta agora.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial, sans-serif;">Estar só não é não-estar, tampouco um mal estar. As coisas que acontecem contigo, ficarão contigo e assim perdurarão. E quem se comove com isso, aparecerá, criando a partir de ti, a bipartição. O grande milagre da criação, é o amor, o grande milagre do amor é a criação. </span></p>
<p><span style="font-family:Arial, sans-serif;">Mas pra quem quer se enganar, que continue a girar, girar, girar&#8230;.</span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/nenenetz.wordpress.com/65/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/nenenetz.wordpress.com/65/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/nenenetz.wordpress.com/65/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/nenenetz.wordpress.com/65/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/nenenetz.wordpress.com/65/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/nenenetz.wordpress.com/65/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/nenenetz.wordpress.com/65/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/nenenetz.wordpress.com/65/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/nenenetz.wordpress.com/65/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/nenenetz.wordpress.com/65/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/nenenetz.wordpress.com/65/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/nenenetz.wordpress.com/65/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/nenenetz.wordpress.com/65/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/nenenetz.wordpress.com/65/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nenenetz.wordpress.com&amp;blog=384535&amp;post=65&amp;subd=nenenetz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Saturasom &#8211; estréia mundial!</title>
		<link>http://nenenetz.wordpress.com/2009/04/13/saturasom-estreia-mundial/</link>
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		<pubDate>Mon, 13 Apr 2009 00:47:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nenenetz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Ei pessoal, boas novas! Eu, Gabriel Garbulho, resolvi que, além de escrever estes descabelamentos da minha poética pessoal, vou realizar um sonho antigo: escrever sobre música. Resolvi então valorizar um recorte que me é de muita propriedade, e cujo universo eu trafego em todas as áreas em que atuo, a saturação popular. A lógica do acúmulo que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nenenetz.wordpress.com&amp;blog=384535&amp;post=62&amp;subd=nenenetz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ei pessoal, boas novas!</p>
<p>Eu, Gabriel Garbulho, resolvi que, além de escrever estes descabelamentos da minha poética pessoal, vou realizar um sonho antigo: escrever sobre música. Resolvi então valorizar um recorte que me é de muita propriedade, e cujo universo eu trafego em todas as áreas em que atuo, a saturação popular.</p>
<p>A lógica do acúmulo que constrói impérios nada usuais porém geniais também acaba por minar a obra de artistas brilhantes com uma superexposição desordenada e pouco criativa e/ou frutífera. São milhares de execuções da mesma música nas rádios, a baixa valorização da obra como um todo, as péssimas reedições em coletaneas, os tantos desnecessarios discos ao vivo e acústicos com as mesmas músicas em versões pouco inspiradas.</p>
<p>Precisamos lembrar que por baixo de toda essa lama, existe uma única vítima: o artista. Maravilhosos criadores não são celebrados hoje por causa de toda essa descamação. Eu vim para dessaturar.</p>
<p> Não deixarei, por causa disso de escrever no meu velho e bom e abandonado blog, porque ainda não estou com paz de espírito o bastante para parar de me descabelar. Mas sem poesia, não vai rolar. Quem quiser que güente o lamento!</p>
<p>Blog novo: <a href="http://saturasom.blogspot.com/">http://saturasom.blogspot.com/</a></p>
<p>Blog véio: é esse aqui, gatão e bunitão! E quem mandar um comentário bem legal e não fôr meu sócio, ganha um jantar comigo, sério mesmo!</p>
<p>Leiam-me!!! Beijos e abraços!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/nenenetz.wordpress.com/62/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/nenenetz.wordpress.com/62/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/nenenetz.wordpress.com/62/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/nenenetz.wordpress.com/62/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/nenenetz.wordpress.com/62/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/nenenetz.wordpress.com/62/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/nenenetz.wordpress.com/62/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/nenenetz.wordpress.com/62/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/nenenetz.wordpress.com/62/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/nenenetz.wordpress.com/62/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/nenenetz.wordpress.com/62/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/nenenetz.wordpress.com/62/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/nenenetz.wordpress.com/62/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/nenenetz.wordpress.com/62/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nenenetz.wordpress.com&amp;blog=384535&amp;post=62&amp;subd=nenenetz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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